SAUDADE QUE DÁ… GAZETA DO CAMBUÍ (25/09/2009)

Filho de polonês, nascido em Goiás e formado em Milão, Michel Lebedka, de 30 anos, adotou o Cambuí como local de trabalho. Desde que veio para Campinas, aos oito, nunca mais saiu do bairro. “O Cambuí está para Campinas assim como os Jardins estão para São Paulo”, analisa.
Decorador desde 18 anos, esse goiano “naturalizado” campineiro, como ele próprio se define, poderia ter outro destino. Aluno do curso técnico de telecomunicações, Lebedka se inscreveu em um curso de decoração apenas por curiosidade. A paixão foi tanta, que ele não se arrepende de ter trocado de rumo. “Costumo dizer que se eu não fosse decorador, eu seria decorador”, brinca.
Para ele, a decoração é tão apaixonante, que o trabalho é realizado com muito amor e o dinheiro apenas conseqüência. Além do escritório no Cambuí, Lebedka possui outro em Rio Claro. Milão, onde estudou por quase dois anos, é referência mundial na sua área. “Lá é um mundo à parte, descreve.
A caminhada é o hobby preferido do decorador. E o Cambuí é o local escolhido para realizar a atividade. “É um bairro peculiar. De carro, não é possível perceber direito como ele é bonito. Faço tudo a pé. É o ‘vivendo o Cambuí’”, observa.
Reportagem de Rodrigo Maia

